quarta-feira, 6 de agosto de 2025

resenha do disco 13

Em homenagem ao Ozzy Osbourne que infelizmente faleceu no dia 22 de julho de 2025 aqui vai a resenha do disco 13 o último álbum do Black Sabbath

2011 os fãs ficaram empolgados com a notícia de que o Black Sabbath estava planejando fazer um disco novo com a formação original sendo o primeiro com o Ozzy nos vocais desde o Never Say Die, mas houve um duplo banho de água fria: primeiro Tony Iommi foi diagnosticado com linfoma e depois Bill Ward desistiu por não aceitar o contrato. Mesmo com esse imprevisto Ozzy, Iommi e Butler decidiram continuar com a idéia de gravar disco novo

Eis que no caminho de Ozzy Osbourne, Geezer Butler e Tony Iommi surgiu o produtor Rick Rubin que não só abraçou a idéia de produzir o disco novo do Black Sabbath como sugeriu para os três membros da formação original escalar o Brad Wilk do Rage Against the Machine e Audioslave para substituir o Bill Ward. Então em 2012 a lendária banda britânica gravou o novo álbum que se chama 13, além de retornar para a Vertigo sua antiga gravadora.
Agora que já contei a história do disco 13, vamos ao que interessa que são as oito músicas do disco oficial (só lembrando se eu escrever alguma coisa errada é porque sou leigo em resenha):
1. End Of The Beginning: É a primeira faixa do 13 lançada junto com a ponta do Black Sabbath no episódio Dante’s inferno do CSI – Crime Scene Investigation. Aqui começa a volta do Black Sabath aos tempos dos primeiros discos nos brindando com a bateria lenta do Brad Wilk, o baixo soturno do Geezer Butler, os vocais sombrios do Ozzy e a guitarra marcante do Tony Iommi fazendo nos lembrar da “Black Sabbath” música que dá nome a banda.
2. God is Dead?: O peso setentista dos instrumentos e a voz do Ozzy no primeiro single do 13 já mostra de cara que o Black Sabbath voltou com tudo. A música inspirada no texto do Nietzsche faz um questionamento sobre as pessoas que morreram em nome da religião. Originalmente a música se chamaria American Jihad, mas Ozzy não gostou da idéia.
3. Loner: O peso do Black Sabbath no disco continua com tudo na terceira faixa do 13 que lembra a música NIB (do disco de estréia do Black Sabbath) e o disco Master of Reality. Aqui o Tony Iommi mantém o nível alto e faz um grande solo de guitarra
4. Zeitgeist: Na música que lembra a “Planet Caravan” do disco Paranoid o 13 dá uma pequena acalmada. Em Zeitgeist o tradicional peso do baixo e da guitarra do Black Sabbath dá lugar ao toque leve do violão, já o blues aparece discretamente no solo do Tony Iommi.
5. Age of Reason: Na quinta faixa do 13 o peso volta com tudo e vai aumentando a medida que a música passa. Novamente Tony Iommi faz um solo marcante mostrando a sua genialidade.
6. Live Forever: E o peso setentista do 13 continua nessa música que lembra a época do disco Paranóid sendo uma música empolgante e direta ou seja uma típica música do Black Sabbath
7. Damaged Soul: Na penúltima faixa do 13 a gaita de boca do Ozzy e a guitarra do Tony Iommi se misturam fazendo o heavy blues que fez o Black Sabbath ficar conhecido no mundo todo dar as caras nessa música que lembra a música The Wizard. De brinde a Damaged Soul traz uma Jam entre o baixo do Geezer Butler, a guitarra do Tony Iommi e a bateria do Brad Wilk
8. Dear Father: Enfim chegamos na última faixa oficial do 13. A Dear Father que é uma aula de heavy metal faz uma crítica direta aos recentes escândalos sexuais que aconteceram no Vaticano e por enquanto encerra o 13 do mesmo jeito que o Black Sabbath (disco de estréia da lendária banda britânica) começou: com som de sinos e chuva.
Para encerrar a resenha falarei sobre o disco oficial no geral:
Ouvindo as oito músicas oficiais já digo que o 13 tanto a versão simples quanto a versão deluxe (falta agora eu escutar as três faixas do disco bônus pra completar essa resenha) é muito bom e vale a pena comprar. Ozzy, Geezer Butler e Tony Iommi estão ótimos e provaram que continuam mostrando que sabem fazer rock. Já Brad Wilk entendeu perfeitamente a essência do Black Sabbath e fez um ótimo trabalho no 13.


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