sexta-feira, 7 de agosto de 2026

Filme trash tem que ter humor controverso

 Filme trash tem que ter humor controverso

Por Gibran Teske


O que seria o Lloyd Kaufman sem as bizarrices da Troma? Peter Jackson sem o humor negro da fase trash dele? O Noboru Iamaguchi sem sua Garota Máquina? Ou para entrar diretamente no assunto dessa nova crônica cinematográfica porque esse assunto me interessou: o que seria do Eli Roth que nesta sexta-feira está de volta aos cinemas americanos com o filme O Sorveteiro sem o futebol excêntrico do final do O Albergue - parte 2? A resposta é bem simples eles simplesmente seriam diretores politicamente corretos do cinema mainstream lembrando que o Eli Roth que se reinventa a cada filme que faz tentou abrir mão do seu estilo para agradar o público mainstream com o Desejo de Matar (com o Bruce Willis), o Mistério do Relógio Atrás da Parede e o Boderlands. E o resultado? Ele viu que o público mainstream não é a praia dele até que decidiu voltar com tudo ao splatter trash estilo que o consagrou fazendo o Feriado Sangrento e o O Sorveteiro

Pra mim filme trash tem que obrigatóriamente ter humor negro, pois ele não é apenas monstros toscos, cenas nojentas e situações bizarras. A piada de humor negro envolvendo uma criança que apareceu no Vingador Tóxico clássico de 1984 é pesada? Sim, mas é um exemplo de que o humor negro está no DNA do filme trash e complementa ele. Por isso que muitos estão recentemente atacando o Eli Roth porque fez piada polêmica com assuntos bem sensíveis no O Sorveteiro. Galera nunca assistiram o filme O Albergue ou o Cabana do Inferno? Essa sempre foi a assinatura do Eli Roth nos filmes dele e tem que respeitar. 

Para encerrar essa crônica curtinha: O filme trash tem que ter humor controverso



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